Esse é o primeiro disco rígido químico do mundo

Cientistas do Instituto de Química e Física da Academia Polonesa das Ciências, em Varsóvia, desenvolveram um método de armazenar informações como bits e qubits em uma unidade de memória química de um bit, que eles chamaram de “chit”.

No entanto, os computadores não são a única maneira de registrar informações, como esses pesquisadores mostraram.
Chit

O chit é composto por três gotas. Entre essas gotas ocorrem reações químicas, de forma cíclica e consistente. A memória está enraizada na reação oscilante de Belousov-Zhabotinsky.

Cada reação cria os reagentes necessários para a próxima, continuando ad infinitum. Essas reações são ajudadas por um catalisador – ferroína – que causa uma mudança de cor.

Há também um segundo catalisador – rutênio – que torna a reação sensível à luz.

É essa característica sensível à luz que impede o chit de oscilar. Isso é importante, porque dá aos cientistas um controle do processo.

Inovação

O chit essencialmente permite a “computação química”. Assim, em vez de bits tradicionais, os componentes são todos químicos.

Enquanto a computação quântica continua a avançar, esse novo tipo de computação pode criar uma maneira totalmente nova de armazenar, ler e transferir informações.

Tudo, desde a tecnologia de smartphones até arquivos digitais criptografados, depende da nossa capacidade de armazenar e ler informações. Mudar completamente a base desse processo pode ter consequências incríveis.

Por exemplo, as tecnologias atualmente sendo desenvolvidas para lutar contra as mudanças climáticas podem enfrentar grandes atualizações e modificações. O mesmo pode ocorrer com os dispositivos e veículos que usamos para explorar o espaço.

Fonte:
Hypescience de 31 de maio de 2017, por NATASHA ROMANZOTI.

Google Lança Seu Site Único Para Projetos De Código Aberto

Conheça o site do Google que apresenta seus projetos de código aberto

Referência: SempreUpdate de 5 de Abril de 2017
Os projetos de código aberto do Google têm uma nova casa com o lançamento de um novo site que traz todos os seus projetos de código aberto sob um único teto. O novo site “opensource.google.com” destina-se a trazer todas as iniciativas do Google Open Source, juntamente com informações sobre como eles usam e como gerenciam o código aberto produzido.

“Este novo site mostra a amplitude e profundidade de nosso amor pelo open source. Ele conterá as coisas esperadas: nossos programas, organizações que apoiamos e uma lista abrangente de projetos de código aberto que lançamos. Mas também contém algo inesperado: o nosso olhar de como “fazemos” código aberto”

Escreveu Will Norris, engenheiro de software do Google Open Source Programs Office.
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Isso significa que ele incluirá informações sobre o processo de lançamento do Google para novos projetos, como enviar patches para outros projetos e como a empresa lida com projetos de código aberto de terceiros que são usados internamente.
“Nossas políticas e procedimentos foram construídos por muitos anos de experiência e lições que aprendemos ao longo do caminho”, de acordo com Norris. “Sabemos que nossa abordagem específica para o código aberto pode não ser adequada para todos, há mais de uma maneira de desenvolver código aberto e, portanto, esses documentos não devem ser lidos como um guia “como fazer”. Pode ser valioso ler o código fonte de outros engenheiros para ver como eles resolveram um problema, esperamos que outros encontrem valor em ver como nos aproximamos e pensamos sobre código aberto no Google.
Com esta nova iniciativa, pode valer a pena dar uma olhada em vários projetos do Google com licenças de código aberto que vão desde projetos maiores como Kubernetes e TensorFlow, que já criaram grandes ecossistemas em torno deles, como projetos menores como o Light My Piano, Neuroglancer e Periph.io.
Para acessar o site do Google Open Source https://opensource.google.com

A Aliança Automotiva De Código Aberto

A aliança automotiva de código aberto

Referência: SempreUpdate de 5 de Abril de 2017.

 

A Fundação Linux está no bom caminho para quebrar as 1.000 organizações participantes que querem ser destaque em 2017, e preveem trazer novas vozes em tecnologia de código aberto através de treinamento e esforços de divulgação. Enquanto a comunidade de código aberto continua a crescer, o diretor executivo Jim Zemlin disse na Cúpula de Liderança de Software Livre em fevereiro, que o objetivo da Fundação continua o mesmo: criar um ecossistema sustentável para a tecnologia de código aberto através da boa governança e inovação.

“Pensamos que o trabalho da Fundação é criar esse ecossistema sustentável, e trabalhar com projetos que resolvam um problema significativo na sociedade, no mercado, para criar comunidades realmente boas “, disse Zemlin.

De acordo com Zemlin, a Fundação Linux treinou mais de 800.000 alunos, muitos deles sem nenhum custo. O treinamento é crucial, ele disse, então a barreira tanto para contribuir com o código aberto quanto para usar projetos de código aberto em mais configurações é reduzida um pouco a cada dia.

“Estamos tentando garantir que os projetos com os quais trabalhamos tenham um conjunto de profissionais e desenvolvedores que possam aumentar ainda mais a adoção desse código específico”, disse ele.

Zemlin também está emocionado que as empresas tradicionalmente não conhecidas por suas contribuições de fonte aberta estão se tornando protagonistas sobre as oportunidades que a Fundação Linux e o código aberto podem fornecer.

“A coisa que eu mais me orgulho disso é o fato de que as empresas estão chegando agora de novos setores atacadistas e que não fizeram parte de código aberto no passado”, disse Zemlin. “Telecom, automotiva, etc., estão realmente aprendendo a fazer desenvolvimento de software compartilhado, entendendo os regimes de propriedade intelectual que a fonte aberta representa e apenas lubrificando os skids para um fluxo mais amplo de código, o que é incrivelmente importante se sua missão é criar um maior recurso de tecnologia compartilhada no mundo “.

Zemlin estava particularmente entusiasmado com o Automotive Grade Linux (AGL), um projeto de middleware (sistema distribuído) desenvolvido em sistema de código aberto para setor automotivo, que foi representado no Consumer Electronics Show deste ano.AutomativeGradeLinux

“Este é um projeto que já estava adormecido na Fundação Linux que vai ter um enorme impacto, assim como mais e mais veículos de produção vão rolar com o código AGL nele”, disse Zemlin. “E na CES este ano. A Daimler anunciou que está se juntando à nossa iniciativa Automotive Grade Linux, então agora temos a Toyota, a Daimler e uma dúzia dos maiores OEMs (Fabricantes) automotivos do mundo trabalhando juntos para criar o futuro middleware automotivo e sistemas de informática que realmente definirão o que uma experiência de cockpit automotiva parece.”

A meta para esse projeto, e todos os vários projetos que as diferentes fundações open source estão desenvolvendo em 2017, é criar valor tanto para os contribuintes quanto para as organizações que investem seu tempo e dinheiro.

“Os melhores projetos, são significativos e que você pode contar para as próximas décadas, serão aqueles que têm uma boa comunidade de desenvolvedores para resolver um problema realmente grande, onde esse código é usado para criar um valor real”, disse Zemlin. “Valor na forma de lucro para as empresas.”

Para que esse valor seja criado, fundações como a Fundação Linux devem continuar seu trabalho duro, apoiando os desenvolvedores e outros profissionais levando seus projetos de paixão.

“Os ecossistemas têm um verdadeiro trabalho”, disse Zemlin. “Isto é o que as fundações fazem … Nós criamos uma estrutura de governança onde você pode puxar a propriedade intelectual para o porto seguro a longo prazo.”

Unity ganha Fork após anúncio do fim de investimentos pela Canonical

Grupos de usuários resolveram não deixar o Unity acabar e já criaram um fork no Unity 8

Para os usuários do Unity 8 saiba que parece que ainda não é o fim, pois é, usuários do mundo todo estão se manifestando nas listas do Ubuntu, e tudo indica que o Unity não terá seu fim nem tão cedo, quer dizer, o mantido pela Canonical sim, mas o mantido pela comunidade ainda não.

O fato é que os usuários do Unity 8 estão se juntando para criar um Fork, ele já existia a algum tempo atrás, mas digamos de passagem que ele apareceu numa boa hora para o desejo de muitos que se adaptaram ao Unity que foi de fato uma mudança radical realizada pela Canonical no Ubuntu algum tempo atrás.

Bom, em suma, você já pode saber um pouco mais sobre o futuro acompanhando novo projeto em torno do Unity, já existe site, página do Github e até formulário de contato, caso você seja um desenvolvedor.

 Referência:
SempreUpdate de 6 de Abril de 2017.

O Ubuntu com Unity vai Acabar? E o Mir e o Snap como ficam?

Muitas notícia circulam sobre o fim do Unity, MIR e Snap, mas o que anda acontecendo mesmo?

Depois de muitos anos investindo no Unity como um grande ambiente, a Canonical anuncia que não vai mais investir no Unity 8. A verdade é que desde sempre muitos comentários além de grandes investimentos vem sendo realizados pela Canonical, que é a empresa por trás do Ubuntu e que financia.

Depois de longos anos investindo firmemente na convergência, em vários projetos tentando tornar o Ubuntu disponível para telefones, chega a notícia de que a empresa vai parar de investir no Unity. Desde o anúncio que a lista do Ubuntu não para de receber mensagens e questionamentos, inclusive de pessoas que compraram aparelhos do Ubuntu Phone que obviamente foram vendidos com o Unity, sem saber ao certo o futuro que vão ter a partir de agora.

O sonho da convergência vem chegou ao fim, passamos pela ideia do Ubuntu EDGE e tantos outros projetos que a Canonical tentou manter de pé durante anos, alguns claro, não deram tão certo.

O que fez os investimentos do Unity, Mir e Ubuntu Phone serem encerrados pela Canonical?

A verdade é que no anúncio feito pelo Mark, o fundador da Canonical deixa claro que os investimentos foram suspensos para o Unity 8 devido as tendências, a Canonical como dito entrou em um novo ano fiscal, e como toda empresa eles precisam avaliar o que continua ou não, na lista de projetos da empresa.

Ainda no anúncio, Mark diz que o mercado e a comunidade, neste caso do Ubuntu, determinam o que deve crescer ou não, e que chegou a gora de deixar algumas coisas para trás e seguir em frente. Disse que os esforços foram interpretados como fragmentação e não inovação, que a indústria não se reuniu à possibilidade.

Há algum tempo atrás na lista dos desenvolvedores do Ubuntu foi dito que algumas coisas iriam ser feitas a portas fechadas, que seriam dois times um da própria Canonical e outro da Comunidade Ubuntu, observando isso certamente todo mundo deve ter entendido como uma separação, algumas informações da equipe Canonical só seriam liberadas para a Comunidade Ubuntu após o lançamentos e não durante o desenvolvimento, assim como foi com o Unity com o Mir e claro, o Snap.

Sabemos que são projetos promissores, existiram razões para que eles fossem criados, e claro, há usuários para eles, mas não o suficiente para a Canonical mantê-los em seus círculos de investimentos.

O que dizem na lista do Ubuntu sobre isso?

Atualmente a lista do Ubuntu anda fervendo, pessoas falando de liberdade, usuários enviando e-mail querendo saber mais sobre a situação do Ubuntu Phone, do Mir, Snap e Unity, e com toda razão, muitas pessoas estão envolvidas e é óbvio que sem a ajuda a Canonical vai ser difícil manter qualquer um destes projetos.

O que vem sendo discutido recentemente é o futuro do Snap, pois existe sim o risco da mudança para o Flatpak, mas nada definitivo, toda essa mudança do Unity para o GNOME esta preocupando os usuários o futuro ainda é incerto, até agora sabemos apenas sobre o Unity e o Mir e claro, o Ubuntu Phone que saíram da lista de investimentos da Canonical. Vamos continuar acompanhando os acontecimentos nas listas do Ubuntu e ver se haverá mais mudança ou quem sabe o Mark pode reavaliar as suas decisões sobre o Ubuntu Phone, Unity e o Mir, vamos aguardar.

Referência:
SempreUpdate de 6 de Abril de 2017.

Adeus, Unity! Ubuntu voltará a usar o GNOME

Canonical desiste de Ubuntu para smartphones e volta a usar o Gnome nos PCs

As empresas bem que tentam, mas não conseguem competir com o Android e o iOS, as duas plataformas móveis mais usadas no mundo. Muitas dessas companhias ou deixaram de existir, ou lutam para se manter no mercado, ou ainda optam por não investir mais no setor. Este último é o caso da Canonical, que anunciou o fim do desenvolvimento do Ubuntu para tablets e smartphones.

Revelado em 2013, o Ubuntu para sistemas móveis era parte de um plano maior da empresa, que tinha como objetivo unir todos os softwares em um único sistema, convergindo celulares, tablets e PCs. Isso se daria através da Unity 8, uma interface única que seria usada em todos esses aparelhos. Por exemplo, se o usuário quisesse usar o telefone como um desktop tradicional, bastaria conectar o smartphone a um teclado, mouse, monitor e outros periféricos.

Acontece que foram poucos os celulares com Ubuntu que tinham essa e outras funções prometidas pela Canonical. Na verdade, apenas um modelo, o Meizu Pro 5, recebeu a ferramenta por meio de uma atualização, e apenas duas fabricantes – a espanhola BQ e a própria Meizu – ofereceram suporte ao sistema. Ainda em 2013, a Canonical tentou emplacar um financiamento coletivo para a criação do Ubuntu Edge, mas o projeto fracassou por ter arrecadado menos da metade do valor desejado.

Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, diz no blog da empresa que considerava ser revolucionária a ideia de convergir todas as plataformas em um único sistema, mas que, por conta da baixa resposta da indústria, reconhece o erro. O executivo também alega que ele e a equipe por trás da Unity 8 sabem que a interface é “bonita, útil e sólida”, mas que respeitam o mercado e a comunidade. Por isso, “decidimos quais produtos podem ganhar mais destaque e quais podem desaparecer”.

“Acreditei que, se a convergência era o futuro e se pudéssemos entregá-la em forma de um software livre, então poderíamos ampliar [esse conceito] na comunidade de software livre e na indústria de tecnologia, na qual existe uma frustração substancial por causa de alternativas fechadas para as fabricantes. Eu estava errado em ambos os casos. Na comunidade, nossos esforços foram vistos como fragmentação, e não inovação. E a indústria não se animou com a novidade, optando por continuar investindo em plataformas mais conhecidas”, afirma.

Com isso, a produção do Ubuntu para dispositivos móveis está encerrada. A partir de agora, a Canonical voltará a utilizar a interface Gnome Shell como padrão. “Quero enfatizar nossa paixão, investimento e compromisso com o Ubuntu para desktop em que milhões [de usuários] estão inseridos. Continuaremos produzindo o desktop de código aberto mais usado no mundo”, destaca Shuttleworth.

Nuvem e IoT

Embora tenha fracassado no mercado de smartphones, a Canonical alcançou bons índices no setor de computação da nuvem e Internet das Coisas (IoT). Shuttleworth descreve como “muito difícil” a decisão de acabar com a Unity 8, mas que isso vai permitir à empresa focar naquilo que realmente pode trazer novidades para a comunidade e à indústria.

“Temos um excelente histórico do Ubuntu na nuvem e na IoT, e isso continuará a ser melhorado. Todos já devem saber que a maior parte dos escritórios baseados em nuvem pública, assim como a maioria das infraestruturas de nuvem privada no Linux, dependem do Ubuntu. Também já devem saber que a maior parte dos trabalhos de Internet das Coisas nas indústrias automobilística, robótica, de redes e aprendizado de máquinas também está no Ubuntu. O número e o tamanho dos nossos compromissos comerciais em torno do Ubuntu na nuvem e na IoT têm crescido de forma significativa e consistente”, conclui.

Referência:
Canaltech de 06 de Abril de 2017.

Fim de desoneração da folha atinge em cheio as empresas de TI

A medida, anunciada na noite desta quarta-feira, 29/3, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, entrará em vigor 90 dias após a data de publicação no Diário Oficial da União

Para aumentar a receita, o governo decidiu reverter a desoneração da folha de pagamento para a grande maioria dos setores que fizeram esse opção, incluindo o setor de TI e as empresas d call center. Elas deixam de ter a alternativa de recolher a contribuição patronal sobre a receita bruta.

A medida, anunciada na noite desta quarta-feira, 29/3, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, entrará em vigor 90 dias após a data de publicação no Diário Oficial da União, e integra o rol de medidas que permitirão ao governo cumprir a meta de resultado primário para este ano, estabelecida em um déficit de R$ 139 bilhões. O fim da desoneração terá impacto de R$ 4,8 bilhões nas contas do governo.

Embora seja intensiva e mão-obra, e tenha trabalhado muito pela desoneração da folha, a Ti não figura entre os setores que foram preservados e poderão manter a desoneração da folha. São eles: transporte rodoviário coletivo de passageiros (ônibus);  transporte metroviário e ferroviário de passageiros (metrô e trem); construção civil e obras de infra-estrutura; e comunicação (rádio, TV, prestação de serviços de informação, edição e edição integrada à edição).

Ao jornal Valor Econômico, Sérgio Gallindo, presidente executivo da Brasscom, disse que o fim da desoneração vai gerar uma contração econômica violenta no setor de TI.

A desoneração da folha de pagamento para TIC foi uma medida estruturante do plano TI Maior, criado em 2011, pela presidente Dilma Rousseff, para colocar o Brasil entre os países tops do setor.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), no período de vigência da desoneração da folha de pagamento, entre 2010 e 2014, o setor contratou 76 mil profissionais altamente especializados, formalizando vínculos e atingindo um total de 874 mil trabalhadores. A remuneração no período cresceu à taxa superior a própria receita. A partir de 2015, até o final de 2016, o setor devolveu ao mercado 49 mil trabalhadores, cerca de 64% do que construíra em quatro anos.

Em posicionamento oficial em conjunto com outras entidades do setor, a Brasscom afirma que a reoneração da folha é um duro golpe em um dos setores mais transversais na economia, impulsionador da inovação e da produtividade, fator crítico para a recuperação da competitividade do Brasil.

Diz o posicionamento: “A substituição da alíquota de 4,5% incidente sobre a receita bruta por uma tributação de 20% sobre a folha de pagamentos representa um choque de custo sobre as empresas que dificilmente será absorvido pelo mercado. Tal situação ganha contornos de dramaticidade à luz do fato de que do profissional de TIC tem remuneração 51% superior à média nacional.”

A entidade lamenta ainda que tal mudança ocorra em meio ao exercício orçamentário, afetando projeções de resultados e solapando a confiança de agentes econômicos e investidores. Fato que considera “muito grave”.

Assinam o posicionamento Sergio Paulo Gallindo, presidente da Brasscom; Francisco Camargo, presidente da ABES; Jeovani Salomão, presidente da Assespro; e Edgar Serrano, presidente da Fenainfo.

Trabalhadores também lamentam
No fim da tarde, o Sindpd-SP  também divulgou uma nota na qual lamenta o fim da desoneração da folha. “Mais uma vez, medidas que alteram o nosso segmento foram tomadas de forma incorreta e sem levar em consideração as características da área de TI. O corte na desoneração da folha revela uma insensibilidade da equipe econômica, que não analisou os resultados antes de tomar tal decisão.”

A nota do sindicato dos trabalhadores de processamento de dados e TI diz ainda que graças à política de desoneração, o setor de TI foi um dos que mais conseguiu formalizar a sua mão de obra. “Na esteira dessa formalização, houve um grande aumento na arrecadação de impostos indiretos por parte do governo, o que praticamente anulou qualquer perda de receita que poderia ser ocasionada pela desoneração”, afirma o texto.

Por fim, o Sindipd diz esperar que a decisão não gere reflexos na empregabilidade dos trabalhadores do setor, para que os profissionais de TI não sejam mais uma vez vítimas desse processo, chamado pelo sindicato de  irresponsável e financista.

Referência
CIO de 30 de Março de 2017

Novo chip de memória ReRAM armazena dados e funciona como processador

Produto inovador foi criado por pesquisadores de Singapura e da Alemanha e pode levar a novos designs em eletrônicos e wearables.

Cientistas da computação de Singapura e da Alemanha colaboraram para criar um chip RAM resistente que não apenas armazena dados, mas pode funcionar como um processador de computador.

O produto inovador usa chips conhecidos como ReRAM (resistive switching random access memory) e pode levar a aparelhos móveis muito mais rápidos e finos. Os computadores atuais precisam transferir dados do armazenamento de memória para a unidade do processador para computação, um processo que torna o desempenho mais lento e exige mais consumo de energia.

“Isso é como ter uma longa conversa com alguém por meio de um tradutor minúsculo, que é um processo de esforço intenso e que consome muito tempo”, afirma o professor assistente da Nanyang Technological University (NTU), em Singapura, Anupam Chattopadhyay. “Agora nós podemos aumentar a capacidade desse tradutor, para que ele consiga processar dados de maneira mais eficiente.”

Enquanto o novo circuito economiza tempo e energia ao eliminar as transferências de dados entre processadores e memória de armazenamento diferentes, ele também pode impulsionar a velocidade dos processadores encontrados em laptops e aparelhos móveis em pelo menos duas vezes ou mais, apontam os pesquisadores.

Ao fazer com que o chip de memória realize tarefas de computação, é possível economizar espaço ao eliminar o processador, o que leva a aparelhos eletrônicos menores e mais finos e leves. A descoberta também pode levar a novas possibilidades de design para eletrônicos e wearables, segundo os especialistas.

Os pesquisadores de Singapura trabalharam com outros da RWTH Aachen University e da Forschungszentrum Juelich, da Alemanha, para criar novos chips de memória. A pesquisa foi publicada no Scientific Reports.

Também conhecido como memristor, a ReRAM veio de fabricantes gloais como SanDisk e Panasonic. Os chips ReRAM são uma das memórias mais rápidas do mercado e já estão comercialmente disponíveis para aplicações de Internet das Coisas. Em 2015, a HP e a SanDisk também anunciaram um acordo para desenvolverem em conjunto uma ReRAM “Storage Class Memory” (SCM) que poderia substituir a DRAM e seria até 1 mil vezes mais rápida do que NAND flash.

Até o memristor, os pesquisadores conheciam apenas três elementos de circuito básico – o resistor, o capacitor e o indutor. O memristor adicionou um quarto elemento, que consome bem menos energia do que as tecnologias anteriores.

Apesar de a ReRAM já estar em desenvolvimento há muitos anos como uma tecnologia de armazenamento, os pesquisadores de Singapura e da Alemanha citados acima conseguiram demonstrar pela primeira vez como ela também poderia processar dados.

“A busca por processamento mais rápido é uma das necessidades mais urgentes das empresas ao redor do mundo, uma vez que os softwares computacionais estão ficando cada vez mais complexos à medida que os data centers precisam lidar com mais informações do que nunca”, explicam os pesquisadores no comunicado sobre a novidade.

Referência
IDG Now de 18 de Janeiro de 2017

Infecções de malware em aparelhos móveis atingem recorde, diz estudo

Smartphones foram os maiores alvos de ataques na segunda metade de 2016, respondendo por 85% de todas as infecções em dispositivos móveis

O último relatório de inteligência de ameaça publicado pela Nokia aponta um novo recorde em infecções de malware a dispositivos móveis, com um aumento acentuado em smartphones e dispositivos de Internet das coisas (IoT). Emitido duas vezes por ano, o relatório examina as tendências gerais e estatísticas de infecções em dispositivos conectados através de redes fixas e móveis ao redor do mundo.

O relatório constatou um aumento constante de infecções em dispositivo móvel ao longo de 2016, com malware atingindo 1,35% de todos os dispositivos em outubro — o mais alto nível desde que o relatório começou a ser publicado em 2012.

O estudo mostra um aumento de quase 400% em ataques de malware em smartphones no ano passado, os quais foram os maiores alvos na segunda metade do ano, respondendo por 85% de todas as infecções em dispositivos móveis.

O sistema operacional Android em smartphones e tablets foi o alvo principal de ataques no segundo semestre do ano passado, seguido pelo iOS, da Apple, de acordo com análise do Spyphone, software de vigilância que controla as chamadas dos usuários, mensagens de texto, aplicativos de mídia social, pesquisas na web, localização por GPS e outras atividades.

O relatório de inteligência de ameaça também revela as principais vulnerabilidades de muitos dispositivos e ressalta a necessidade da indústria a reavaliar suas estratégias de maneira a garantir que os dispositivos sejam firmemente configurados, gerenciados e monitorados.

As principais conclusões do relatório de inteligência de ameaça são:

• A taxa de infecção de dispositivo móvel continua a subir: A taxa global de infecção aumentou 63% no segundo semestre de 2016, na comparação com o primeiro semestre do ano.

• Maior alta de todos os tempos: A taxa de infecção de dispositivo móvel aumentou constantemente ao longo de 2016, atingindo 1,35% em outubro (ante 1,06% em abril) — o maior nível registrado desde o estudo iniciado em 2012.

• Smartphones são os maiores alvos: Smartphones foram os maiores alvos de malware de longe, representando 85% de todas as infecções de dispositivo móvel no segundo semestre de 2016. As infecções aumentaram 83% durante o período, na comparação com o primeiro semestre (0,90% versus 0,49%) e aumentaram quase 400% em 2016.

• Vulnerabilidades de dispositivos: Em 2016, o botnet Mirai comprometeu um exército de dispositivos móveis ao lançar três dos maiores ataques de negação de serviço (DDoS) da história, incluindo um ataque que derrubou muitos serviços web. Estes ataques mostram a necessidade urgente de implantação de sistemas de segurança mais robustos para proteger dispositivos de exploração e ataques futuros.

• Malware a procura de sistemas operacionais: Dispositivos baseados em Android continuam a ser o alvo principal para ataques de malware (81%). No entanto, iOS e outros dispositivos móveis também foram alvejados no segundo semestre do ano (4%).

• Redução nas infecções ao Windows: Sistemas com Windows representaram 15% das infecções de malware no segundo semestre de 2016, ante 22% no primeiro semestre do ano.

• Infecções a rede continuam em queda: A taxa mensal de infecção a redes de banda larga fixas residenciais foi de 10,7%, em média, no segundo semestre de 2016, abaixo dos 12% no primeiro semestre dos 11% em 2015. As ameaças de adware diminuíram no segundo semestre do ano passado, enquanto as ameaças chamadas de alto nível (por exemplo, bots, rootkits, keyloggers e Trojans) permaneceram estáveis, em aproximadamente 6%.

Referência
IDG Now de 31 de Março de 2017

Livros digitais têm imunidade tributária, decide STF

Livros digitais tm imunidade tributria decide STF

Operações com livros eletrônicos e e-readers – os aparelhos utilizados para ler e-books – não devem ser tributados, decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (08/03). Por unanimidade, os ministros entenderam que ambos estão abrangidos pela imunidade garantida pela Constituição Federal aos livros.

A decisão foi tomada no RE 330.817, que tratava originalmente da imunidade dos livros eletrônicos. Mas o relator do caso, ministro Dias Toffoli, incluiu na decisão final os e-readers. O magistrado salientou, porém, que o benefício tributário só pode ser aproveitado quando os aparelhos são utilizados exclusivamente para a leitura. Smartphones e tablets estão excluídos dessa categoria.

Decisão foi proferida em repercussão geral. Dessa forma, ela deverá ser observada pelos pelo Judiciário brasileiro em discussōes semelhantes. O STF fixou a tese de que a imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. (Leia o voto do relator abaixo).

O caso foi julgado em conjunto com o RE 595.676, de relatoria do ministro Marco Aurélio. Também por unanimidade os ministros entenderam pela imunidade na importação de pequenos componentes eletrônicos que acompanham material didático de um curso de montagem de computadores.

Em ambos os processos os integrantes do Supremo garantiram, nas palavras da ministra Carmen Lúcia, uma “interpretação ampliativa” ao artigo 150 da Constituição. O dispositivo proíbe que os Estados, os municípios e a União cobrem impostos sobre “livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão”.

Ao proferir voto no caso em que era relator, Toffoli salientou que é preciso interpretar a Constituição de acordo com as mudanças sociais, culturais e tecnológicas. Isso, para ele, evitaria um “esvaziamento das normas por lapso temporal”.

O ministro lembrou que, ao longo da história, já foram confeccionados livros em papiros, pergaminhos, placas de argila, madeira ou marfim, folha de palmeiras e outros.

Toffoli também destacou que o Supremo, em outros julgamentos, estendeu a imunidade do artigo 150 a revistas técnicas, listas telefônicas, apostilas, álbuns de figurinhas e mapas impressos. Foram tributados, por outro lado, os calendários, que, para o tribunal, não seriam veículos de transmissão de ideias.

Leia o voto do relator

REFERÊNCIAS

MENGARDO, Bábara. Livros eletrônicos são imunes de tributos. Disponível em https://jota.info/tributário/livros-eletronicosee-books-são-imunes-de-tributos-08032017. Acesso em 12 mar. 2017.

Por Felipe Hollanda, Jusbrasil, 12 de março de 2017.